Ainda ontem peguei na tua foto. E é impossível não chorar ao olhar para o teu rosto, ao ver o teu sorriso, que está naquele papel impresso. É quase intantânea a maneira como ler simples palavras e olhar para a tua foto, me fazem chorar. E eu não sei porque choro, pois estou consciente que não me adianta de nada chorar, sei que por muito que chore tu não voltas, mas mesmo assim choro. Choro talvez porque sou fraca, porque tenho medo de me esquecer de ti, porque tenho medo que não te orgulhes de mim. Se calhar choro por saudades. Acho que tu sim. Tenho a certeza que, tu sim, me fizeste perceber o sentido da palavra saudade. Uma das palavras que eu mais prezo faz-me lembrar de ti, tem a tua imagem. Saudade. E esta é daquelas saudades que ninguém mata. A única coisa que morre, é o interior onde ela habita. E eu sinto que as saudades me tiram, a cada dia que passa a parte que sobrou de mim depois de tu teres partido.
Eu dava o mundo para te ter de volta, mas sei que isso não é possível. Então, eu dou o mundo para não perder a memória que tenho de ti. Para nunca esquecer o dia sete. Para não esquecer o dia em que tu partiste e o quanto eu sofri por ti, por não te ter mais comigo. Pois acho que mereces isso, mereces que eu me lembre de ti todos os dias, e me recorde com uma profunda saudade aquilo que tu um dia me deste, e tudo aquilo que fizeste de mim. Quem diria.. já se passaram três meses.
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