Começo a aperceber-me da efemeridade de vida.
Graças a dois pequenos seres que passam a vida a nadar de um lado para o outro no meu quarto eu começo a aperceber-me de coisas que nunca me passaram pela caixa córnea durante toda a minha vida.Á uns tempos, um daqueles pequenos seres que eu tenho dentro de um aquário nao comia muito e um dia vi uma coisa fantástica; o outro peixinho comia e depois com o seu focinho empurrava ligeiramente o peixinho que não queria comer em direcção à comida, até este acabar por o fazer. Ainda são capazes de dizer depois disto que os animais não sentem? E que não se preocupam? Eu pelo menos não sou.
Pois bem, é por sentirem e terem um coraçãozinho como o nosso que eu os separei, de vez. Esse peixinho, que outrora ajudou o amigo a comer, hoje não consegue sequer nadar e eu separei-os. Não quero sequer pensar ma hipótese de ele partir para o outro mundo, o dos peixinhos-anjos, mas é melhor separá-los logo de início para não sofrerem mais. Às vezes, se nos afastarmos a tempo de algo, a distância torna-se maior que o sentimento, aprendemos a lidar com a situação e poupa-mo-nos de um broken heart (ou não).É certo que me sinto um monstro por deixar um peixinho sozinho quando ele mais precisa de um abraço de urso, mas o meu coração de mãe de dois pequeninos peixinhos lindos diz-me que é o mais correcto a fazer.
Só espero que aquilo que dizem seja verdade: "coração de mãe nunca se engana".
1 comentário:
Já te disse que adoro este texto? é mesmo querido
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